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Survive Style 5+.



Então... Existem esses filmes que a gente adora e que não existe uma maneira academicamente aceitável de explicar. Como, por exemplo, neguinho te pergunta e tu só pode responder que a gente realmente tem que adorar um filme em que um macaco faz a barba diante do espelho. Ou que aquela música que toca nos créditos iniciais é realmente demais.

Survive Style 5+ é assim. O filme é do caralho. Por causa de todas aquelas cores, e situações sei lá o quê e tiradas musicais geniais. Tipo, não tem jeito de não amar um filme como uma japonesinha linda daquele jeito, interpretando uma morta-viva com todos aqueles modelinhos descolados. Ou os gays se escondendo no armário enquanto o inglês mal-encarado saí por aí perguntando qual é a sua função na vida, antes de despachar suas vítimas para o além.

E, claro, também tem essa coisa de eu ter passado toda minha vida desconfiado que meu pai sempre foi um galinha que poderia voar pra longe na hora que quisesse.

Tô viciadão nesse filme, doente mesmo, vendo umas duas vezes por dia. Assim, o melhor filme dos últimos quarenta e cinco anos ou coisa por aí. O melhor do melhor, em toooodos os quesitos.
::. by Marcel is a Fag. . 28.3.06 . 23:07 .::

revolução.

Tirando os palhaços de circo e as putas que nasceram com uma pulga na perereca, todo odeia ter que trabalhar, certo? Então, saca só - é bem simples. Porque, verdade seja dita, você sempre sonhou em socar seu chefe, defecar na mesa dele e colocar fogo em toda aquela bosta de empresa. Mas nunca fez isso porque sempre soube que seria duro agüentar toda uma vida de desemprego e total falta de dinheiro, certo? Certo. Mas, lá no fundo, você sabe que o grande e mau e diabólico sistema capitalista depende de você - o mero e medíocre trabalhador comum -, certo? Certo. E que se todos pedissem demissão juntos, o mundo iria ruir e seria um puta de um caos do tipo agora não sabemos mais onde enfiar tanto dinheiro. E que aí as empresas se veriam obrigadas a recontratar todo mundo de volta em condições muito mais humanas; coisa mais ou menos no estilo de trabalhar duas horas por semana em uma fábrica de videogames feita de marshmallow. Mas, claro, não é você quem vai ser o primeiro a ir lá e mandar o patrão se fuder, certo? Certo.

Então, caro amigo, se o problema é esse, a solução é simples. Claro que seria horrível querer pagar de vanguarda e terminar passando sabe-se lá deus quantos meses à toa em casa, esperando pela revolução que nunca chega. Porra, eu é que não vou entrar nessa. O que te digo para fazer, é o seguinte. Você vai lá, bate na porta, pede um minuto do precioso tempo de seu patrão e manda ele enfiar toda aquela merda de papéis no centro do olho do cu... bem lá no fundo mesmo - e se quiser faz xixi em cima dele ou quebre um dos dedos do puto. Enfim, se faça valer e tudo mais. Depois vá para casa e tenha uma bela noite de sono, porque o seu novo trabalho vai ser duro. Ao invés de passar todos os dias da sua patética vida de desempregado fritando em frente do aparelho de TV (o que, ninguém dúvida, seria um sonho se não fosse por todos os outros inconvenientes), arrancando os cabelos enquanto as porcarias das contas se acumulam na caixa de correio, você vai fazer uma coisa muito simples: vai atrapalhar o emprego dos outros. Sua função como um soldado na minha revolução mongolóide será não deixar os outros trabalharem. Faça o que for preciso. Fure pneu dos carros. Faça buracos enormes no asfalto da principal avenida da cidade. Com prego de 2'' polegadas e um martelo, prege todas as portas da empresa. Insira o vírus da gripe-amarela nos pacotes de bolacha de todas as criancinhas que têm um pai trabalhador. Foda o rabinho da esposa e transforme o santo lar do empregado-médio em um inferno de violência doméstica interminável. Empurre o zelador da escada e suma com todas as chaves da empresa. Sei lá, faça o que for preciso (e caso você seja um frutinha e tenha todo esse medo de ser ferrar por causa de algo que talvez seja um ato de vandalismo, faço algo mais simples; no horário em que todos já estão prontos para sair e ir trabalhar, ligue para a casa do seu trabalhador favorito e diga que você é do tele-marketing, que está vendendo alguma porcaria de alguma porcaria e invente promoções sobre promoções, sempre com sei lá quantas formas de pagamentos e, bum!, já é hora do intervalo para o almoço e lá se foi um período inteiro de trabalho).

Invente novas piadinhas enormes e correntes assombrosas e envie por email para toda a intranet da empresa. Mas faça algo, seja útil na tarefa de ajudar as pessoas a não trabalhar.

Então, quando já houver mongolóides o suficiente nas ruas, puxando rasteiras e dando voadoras de dois pés nos pobres coitados que insistem em tentar trabalhar, as empresas vão ver que não têm mais escolhas. Vão puxar o talão de cheque e começar a te remunerar para ficar quietinho em casa, não fazendo nada e deixando quem é burro o suficiente para querer trabalhar, ir trabalhar. E aí nós voltaremos para toda a parte do ficar em casa fritando em frente da TV - mas sem todos aqueles contratempos que realmente incomodam. A esposa reclamando, as crianças chorando de fome, o SPC ligando e aquela vontade inexplicável de começar a comer o próprio pé. Nada disso. Depois da minha revolução, o que vai ter é um bando de prostitutas em biquínis dourados dançando em volta do seu aparelho televisor. Certo?

Certíssimo, claro. Mas, assim, eu precisei passar vinte e três anos desempregado para elaborar esse maravilhoso plano. E agora é realmente uma pena que tenha conseguido um emprego e não vá mais ter tempo para atrapalhar o seu.
::. by Marcel is a Fag. . . 22:52 .::

galináceo.

Pois então. É de se entender que, depois de me ver obrigado a voltar com o rabo entre as pernas para BH, eu estivesse todo tristinho e desiludido... tipo aquelas músicas que inglês adora ouvir.

E, sabe como é... para curar essas dores cor-de-rosa nada melhor do que o Gávea Dois.

Mesmo já saibam, vale lembrar que o complexo do Gávea é o mais novo protótipo de favela da região de Belo Horizonte / Vespasiano. É o lugar que, quando chove, ainda não acontece de negô morrer soterrado - mas sobre todo o asfalto virar barro e a região inteira fica ilhada, isso aí eu posso confirmar. E daí, então, que mais-ou-menos recentemente meu pai adquiriu uma casa de veraneio no segundo loteamento do Gávea (o Gávea Dois, se ainda não sacou).

E se tem um lugar que eu não canso de curtir é lá. Muito melhor que Obra, Blackmail, Bolão e/ou o caralho-a-quatro.

Mas, continuando... Para afogar as mágoas e tudo mais eu subi lá para o boteco da Paula. Bem lá no finalzão do bairro, onde já não tem mais asfalto e os traficantes pé-rapado vão se esconder dos homens. Daí, entre uma cerveja e outra, o cachorro de três patas (e sem um nome) continuava a lamber o saco; o cavalo da família começava a se engraçar para cima da mula do frete; e eu continuava a contar para os bêbados sobre como é viver na cidade grande.

Então a Paula, sendo essa pessoa muito gentil e tudo mais, veio fazer observações sobre a minha falta de ânimo. Disse que queria me mostrar uma coisa lá dentro. Ah é?, a Pit-bull deu a luz?, nove filhotinhos!... que demais! - eu fui dizendo, tentando disfarçar a minha total falta de interesse nos cachorrinhos. Aí, enquanto dava uns oi para a molecada que nadava na caixa d'água, vi o bicho numa gaiola pregada no muro. Esse aí é o meu galo de briga, já faz dois meses que venho treinando ele. Porra, que demais... que demais mesmo. Galo de briga, hein?

E ela decidiu me dar o galo de briga. Disse que eu era um rapazinho muito simpático e tal, e que poderia me dar o galo sim - já que, na verdade, ela nem andava com tempo para levá-lo na rinha.

Eu paguei as cervejas e voltei com o galo para casa do pai. Não com ele embaixo do braço; peguei uma gaiola emprestada e acomodei o bicho direitinho - porque se tentasse colocá-lo embaixo do braço, ele iria me bicar, arrancar minhas pernas e me chutar o saco.

Liguei para a mãe e avisei que iria chegar um galo em casa. Quando avisei que não iriámos nem fritar ou cozinhar o coitado, ela me disse que o nosso apartamento não era lugar para porra de galo nenhum. Assim, e com um aperto no coração, eu tive que deixar o galo lá pela casa do pai.

Quando cheguei em casa ela me perguntou sobre que diabos de galo eu estava falando no telefone. Eu disse que era um galo de briga. Mas, ô porra de moleque irresponsável, animais tem direitos. Para que diabos você foi pegar um galo de briga? Pra quê? Pode ir tirando o cavalinho da chuva e esse sorrisinho besta da cara porque eu te proíbo de levar esse galo para brigar seja aonde for. E eu respondi que tanto faz.

Na semana seguinte passei no sex-shop e comprei todo um arsenal de coisas masoquistas para começar o treinamento do meu galo. Defini que o nome dele seria Sr. Laranja e cheguei lá todo empolgado, já cantando Eye of the Tiger e divagando sobre a técnica do polir/lixar.

Só que, claro, começaram os problemas: eu não tinha outro galo de briga. E, em toda minha ignorância, não sei como treinar um galo de briga se não for colocando o bicho para brigar.

Daí, diante da escassez de galos, resolvi que o melhor seria trabalhar com o que tinha em mãos. Peguei meus dois irmãozinhos adotivos e coloquei o galo para correr atrás deles. E, porra, como aquele bicho corre. Com as asas abertas, fazendo um barulho estranho e correndo como se tivesse feito cocô nas calças, o bicho alcançava rapidinho os moleque e voava no pescoço deles e ficava bicando o cocuruto dos pobres-coitado. E, claro, depois de derrotados incessantemente, as duas menininhas começaram a chorar. E, sabe como é: quando o filhinho começa a chorar a mamãe vem correndo.

A namorada do meu pai disse que não queria mais saber daquela merda de galo na casa dela. Que eu não podia usar os filhos dela como saco de pancada porra nenhuma. E que aquela porra de galo passou a semana inteira assustando a cachorra e que agora ela não consegue nem mais sair do porão de tanto medo.

Sem muita opção, eu coloquei umas correntes e uns pedaços de metal enfezados nele e soltei o galo em um dos lotes baldios do bairro. Não estava preocupado, pois ele já me parecia grande e mal-encarado o suficiente para conseguir sobreviver sozinho até a minha próxima visita.

E ia tudo muito bem até que ontem de tarde a namorada do pai me liga. Que o galo anda correndo atrás e bicando todos os garotos do bairro, e que tá todo mundo puto com esse galo e que é bom eu aparecer logo por lá para dar um jeito no meu galo logo, porque senão as mães vão descobrir que fui eu quem soltei o galo no Gávea Dois e vão cortar o meu peru na próxima vez que der as caras. Então, tipo, tudo bem; assim que der apareço aí. Quinze minutos depois o Juninho - o filho da namorada do meu pai e antigo instrumento de treinamento do galo - me liga perguntando se pode levar o galo para a escola amanhã. Porque ele quer dar um cacete em um garoto que andava enchendo o saco dele. Por mim, se conseguir pegá-lo, você pode fazer o quê quiser - menos matar ou abusar do galo.

E tuuuudo bem...

Até que hoje, na hora do almoço, enquanto via o compacto da vitória de 4X1 do Galo sobre o Mineiros (quanta coincidência), me liga a diretora do colégio do Juninho. Ela disse que eu sou um filho-da-puta irresponsável. Perá lá, vai com calma. Que a droga do galo havia pulado da caixa no meio da aula, arrancado os óculos da professora, enfezado com meia dúzia de alunos e fugido da sala e se trancado no almoxarifado e aberto e virado toda maldita caixa que havia por lá e depois fugido enquanto defecava por toda escola. E que, também, eu tinha que tomar uma providência com esses porras dos meus irmãos, que só brigavam e arranjavam confusão. E desligou.

O galo continua desaparecido. E segundo informações me passadas por telefone por alguns dos moradores do bairro, a mãe de uma das alunas quer a minha cabeça por causa do meu galo ter arrancado um naco do dedinho do pé da filha dela.

Agora, então, eu tenho que sair para ir lá no Gávea Dois e resolver toda essa situação do galo. Porque, sabe como é, eu sou uma pessoa responsável e tenho lá minhas responsabilidades para resolver.
::. by Marcel is a Fag. . 23.3.06 . 16:11 .::

garotas assustadas.


::. by Marcel is a Fag. . . 14:35 .::

.sapatos bomba.

Sinceramente que a gente tem de ficar se perguntando sobre como diabos essas coisas viram notícia. E, tipo, notícias de ver-da-de - com videozinhos, declarações oficiais e planos secretos.



Repare bem.

Quando eu era pequeno e dizia para o meu pai que a professora estava me perseguindo na escola, ele nunca acreditava.

Se sentar num boteco e vir com o papo de que aquela loira maravilhosa da outra mesa me assediou sexualmente no banheiro, ninguém vai acreditar.

E, na maioria dos casos, nunca me levam a sério quando digo para as garotas que é imprescindível para o futuro das coisas que elas façam sexo comigo em um local público e nesse imediato momento.

Mas, na boa. Convenhamos. Sapatos bomba em Los Angeles?

1 - 2
::. by Marcel is a Fag. . 9.2.06 . 21:49 .::

.senhoritas.

Pelo que me consta, me lembro perfeitamente de ter visto o começo-do- começo da carreira dessas duas. Tipo, a Scarlett Johansson fazendo o papel de nerd em Ghost World e a Keira Knightley - ainda nos idos dos seus quinze anos - já mostrando os peitinhos em The Hole.

E, claro, esse não é o começo exato de porra nenhuma. Ao que me contaram, a Keira foi a cover da Natalie Portman naquela merda de Guerra nas Estrelas e a Scarlett já fazia comercial de shampoo desde os onze anos de idade.

Mas enfim. O ponto aqui é que desde a primeira vez em que vi os peitinhos miúdos de uma e o sorriso cínico de tetéia de outra, já estava com toooda a certeza do mundo de que elas iriam ficar milionárias e poderem se gabar de toda essas coisas de superstar.

Agora, alguns poucos anos depois, as duas estão juntas e peladas na capa de revista chique de moda. Assim, as duas garotinhas que me ajudaram a punhetar no começo da adultice estão aí, toda nessa de livres, leves e soltas.



E, putz, tá mais do quê na cara que a Scarlett anda realmente precisando de um bronzeado e que a Keira realmente tem um tanto quanto de peitinho de menos. Mas, na boa, quem tá se lixando?

Eu, pessoalmente, posso dizer que - até agora - já bati umas três.

No entanto, o que realmente dói é a constatação de que as duas continuam mais novas do que eu e estão aí todas peladas e exibidas nas capas de revista.
::. by Marcel is a Fag. . . 21:40 .::

.dia de eleição.

::. by Marcel is a Fag. . 23.10.05 . 20:00 .::